sexta-feira, 25 de abril de 2008

Prazer, Rodrigo.

Engraçado como a visão que as outras pessoas têm de você definitivamente não é a mesma que você tem de você. Realmente nunca fui INIMIGO do “estudar”. Costumo dizer que é um mal necessário, e como tal, deve ser enfrentado. Sei lá, pra mim sempre foi algo comum... Uma obrigação, uma regra a ser cumprida. Ainda pequeno eu pensava “Tá. Minha mãe e meu pai têm que trabalhar. Eu e o meu irmão temos que estudar.”. E ponto.

Mas algumas pessoas insistem em me ver como um “nerd” que estuda compulsivamente e com um sorriso estampado no rosto. O rótulo de “aquele que passou no vestibular com 15 anos” vai me acompanhar até quando, afinal? Me imagino com 43 anos, num supermercado, de bermuda jeans, regata e pochete (ou pochetes, se contabilizarmos os choppes que tomarei até lá) um piá de 15 empurrando o carrinho e um de 7 insistindo em embarcar no mesmo... Ao entrar no corredor dos enlatados me surpreendo com um “Toooody...” “Melinha (ilustrativo)” “Nossa, quanto tempo!” “Pois é, esses aqui são meus filhos, Pedro e Bino (ilustrativos)” “ah, esse é meu esposo. Carlos, esse é o menino que passou no vestibular com 15 anos de quem te falei.”.

Não me envergonho do “título” (muito pelo contrário) e muito menos de estudar. Mas talvez um “Esse é o Rodrigo, um cara super legal!” me agradasse mais.

Mas o pior de tudo é que eu não estudo 1/5 do que deveria. Enquanto todos acham que eu sou o rei dos livros não consigo desgrudar meus olhos da TV, do PC ou do TS (travesseiro). “Caralho, preciso estudar!” é o que se passa na minha cabeça várias vezes ao dia. Mesmo assim, seja em uma cidade logo ali, no vizinho ou em outro estado os comentários são os mesmos: “Esse é o cara que só sabe estudar.”, “mas tão novinho e já se formou?!”. Parece que não saio, não tenho amigos, não sei dançar (realmente não sei, mas não precisa achar isso sem me conhecer, oras!), não assisto TV e não sei debater sobre temas como BBB ou jogos de computador. Sim, galera, eu sou normal. Sei escutar Chico mas adoro Catra. Assisto a clássicos e reparo no texto dos filmes e atuação dos atores, mas também adoro BBB e a novela das 8. Leio livros, mas gibis me divertem mais. Gosto de ficar em casa com a minha família, mas sair com os amigos pra dançar, beber e rir (não necessariamente nesta ordem) é uma das coisas de que mais gosto. Escrevo bem, mas não sei a diferença de “sessão” “seção” e “secção”. NOR-MAL.

Talvez eles estejam certos e eu deva me debruçar sobre a minha preguiça e descansar tudo que já estudei (que pra mim é pouco e pra todos é muito). Talvez eu tenha que mudar de comportamento a fim de corresponder às expectativas de todos e realmente meter a minha fuça num livro de “Direito Administrativo” ou de “Epidemiologia” e vestir essa roupa de intelectual que eu julgo não caber em mim. Ou talvez deva cagar-e-andar pra tudo que pensam de mim e levar a vida do jeito que eu quero. Não sei, definitivamente não sei...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mulheres de Atenas

No último 08 de março foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. No mesmo mês e dia, em 1857, um grupo de cerca de 130 mulheres fora incendiado enquanto lutava por melhores condições de trabalho e um salário melhor. Não, a luta não acabou ali e até hoje milhares de mulheres lutam ainda pelos mesmos objetivos. É inegável que as mulheres há muito lutam numa batalha em que já começam perdendo em relação aos homens: o mercado de trabalho. Também considero “chover no molhado” falar que a mulher sofreu durante vários períodos da história da humanidade, seja opressão moral, subserviência ao homem (antes e depois do casamento) e exclusão da política. E todos os méritos devem ser concedidos a elas, que lutam a cada dia pela igualdade entre os sexos – e lutam muito bem, alcançando resultados notórios.

Já houve época onde as mulheres sequer podiam falar entre os homens. Já houve época em que não podiam escolher o esposo. E aquela em que não podiam votar; aquela onde não podiam trabalhar fora de casa, e tantas outras, em que diversas injustiças aconteceram. Atualmente, a Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988, traz o clamor do povo pela igualdade entre os sexos, quando em seu artigo 5º, inciso I, declara que homens e mulheres são iguais perante a lei. E ainda no artigo 7º, inciso XX, onde prevê a proteção da mulher no mercado de trabalho. Ou ainda no artigo 40, inciso III, alíneas “a” e “b”; 7º, XXX; 226, parágrafo 5º, e alguns outros.

Mas, será mesmo que vocês, mulheres, querem igualdade? Ou será que algum ranço do machismo milenar lhes parece um tanto oportuno e conveniente? Como por exemplo, receber congratulações por um fato que sequer dependeu da sua vontade. Que tal sair por aí parabenizando os negros pelo simples fato de serem negros? Ou os gordinhos, por serem gordinhos? Ou ainda os anões? Sei lá. Não tenho nada contra, mas acho estranho parabenizar alguém por ter nascido com o tal “XX” dentro das células. De parabéns imotivado já basta o dos aniversariantes (que, pensando bem, não faz o mínimo sentido). Parabéns pelo que, afinal? Dou os parabéns a quem passou no vestibular, a quem está no primeiro emprego, a quem passou num concurso público, a quem cria bem os filhos num mundo pervertido como o nosso, enfim, a quem age para algo nobre ou para um benefício advindo do seu próprio esforço.

Mulheres, continuem sim lutando para estar em pé de igualdade com homens. Lutem para equiparar os salários, para ocupar da mesma maneira o mercado de trabalho, para participar mais das decisões políticas do país (candidatando-se mais aos cargos eletivos), e tantas outras lutas que vocês, mais que nós, sabem da importância. Mas lutem também para pagar parte da conta no restaurante. Lutem para ficar de pé no ônibus lotado. Lutem para abrir a própria porta do carro. Ora, lutem pela IGUALDADE. Se trabalham tanto quanto nós, homens, estão, ao fim do dia, tão cansadas quanto nós e podem, tanto quanto nós, ficar de pé no ônibus lotado. Se recebem tanto quanto nós, podem pagar o cinema ou o restaurante algumas vezes. Podem consertar o encanamento ou trocar a lâmpada.

Vocês poderiam lutar por tudo isso. Buscando eliminar todo e qualquer resquício do tão obsoleto machismo. Mas preferem esconder-se sob a égide do “cavalheirismo” (machismo e patriarcalismo, eufemicamente) para auferir vantagens diante dos homens, esfaqueando os próprios ideais revolucionários feministas (pelos quais aquelas 130 mulheres morreram carbonizadas numa fábrica textil em Nova Iorque). Lutem, porque, enquanto isso, nós homens continuaremos abrindo a porta do carro, pagando o cinema e abrindo a passagem nas portas para garantir alguns beijos ou amassos, ou um simples "ai que fofo!"; e todos (nós e vocês) viveremos eternamente submersos nessa hipocrisia da igualdade: fingindo – e acreditando - que existe em sua totalidade. Blah! Papo “pra inglês ver”. A igualdade só acontecerá quando existir também no campo dos deveres, e não somente no dos direitos.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Depressive Game II

Para quem não vem por aqui há algum tempo (se é que já veio um dia), antes de ler este post, leia o de segunda-feira (24/03/2008). Lá comento sobre um jogo que chamou a minha atenção há alguns dias. Mas é AL-TA-MEN-TE recomendado que jogue o jogo antes de ler isto. Sem trapaça, malandro. Vai lá, eu espero.

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“Duplo-cliquei” sobre o ícone do jogo (se é que pode receber essa denominação). Um gráfico muito ruim, com uma musiquinha melancólica e de baixa qualidade. A tela, apenas uma faixinha em uma tela predominante preta. Logo de cara encontrei uma companheirinha pro meu “eu-virtual”. EBA! Mal começou o jogo e já me dei bem! Então comecei a explorar o cenário. Logo vi uma espécie de “baú”. Parecia algo bom, colorido e meio escondido nos blocos que compunham aquele mundo. Me empolguei ,mas logo me entristeci vendo que, na compania da minha mais nova esposa, não poderia alcançar o prêmio. Damn! Mal casei e ela já começa a me podar. Mas, bola pra frente. Logo achei outros que pude alcançar. E percebi que aumentaram 100 pontos no meu escore. Íu! Fui andando... eu e minha companheirinha. Estava ávido em conhecer todos os cenários que até então estavam “esmagados” no canto direito da tela. Mas eu procurava também um sentido pro jogo. Uma porta, um monstro ou um chefão para eu pular na cabeça até matar. Mas, nada... MEU DEUS! Os personagens estão ficando velhos. Oh Shit! Como que por reflexo, corri de volta pra esquerda. Não, não adiantou. Então, num ato de desespero, passei a buscar mais e mais os tais “baús”. Nada adiantava. O processo era implacável. Mais alguns passos e via meu cônjuge virar uma lápide. Poha, casei e fiquei viúvo em menos de 5 minutos. O boneco, que já não andava como na juventude, agora andava ainda mais capenga. Até, irremediavelmente, se igualar à companheira. Não me contive. Joguei denovo em busca de “fazer melhor”. Casei e apenas segurei o botão para a direita. Conheci vários cenários, mas não aproveitei nenhum deles. E o fim? IDÊNTICO!

Passage é impressionante. Traduz a vida em poucos pixels. É um tapa de luvas. Por mais que casar traga alguns incômodos, ninguém se abstém de unir-se e caminhar acompanhado. Se sozinho você tem mais liberdade, acompanhado se faz o dobro de pontos na caminhada. O jogador tem duas escolhas: ou correr desesperadamente a fim de conhecer o máximo de cenários, ou aproveita um a um buscando o máximo de pontos possível. Qualquer que seja a escolha o fim é o mesmo. Não há escapatória. E o sentimento de perder a companheira, mesmo que te atrapalhe, algumas vezes?! Horrível. No início do jogo você vê o lado direito da tela (o futuro) embaçado, no fim, vê a esquerda (passado). Em algumas vezes a esquerda fica toda colorida, em outras, fica com duas ou três cores, a depender das escolhas que faz.

A escolha é sua. Casar-se ou permanecer solitário. Correr atrás de viver o máximo de experiências ou aproveitar cada uma como se fosse a ultima. Manter-se em linha reta, ou embrenhar-se por todos os lugares. Procurar pontuar mais ou apenas caminhar mais. O importante é fazê-lo de maneira que não se arrependa, pois no jogo há quantas chances queira para tentar fazer diferente, enquanto na vida real não há “continue”, “password”, “retry” ou “reset”.

terça-feira, 25 de março de 2008

"Mão na cabeça, vagabundo."

Nesta semana o Governo Federal lançou uma cartilha intitulada “A polícia me parou. E agora?”. O intuito é informar a população sobre como se comportar diante de uma abordagem policial. Instruções como “não toque no policial” e “não corra”, além de direitos do cidadão, compõem o informativo.

Que a abordagem policial é importante, já que ninguém tem “BANDIDO” estampado na testa, e que, por conta disso, pessoas que andam em conformidade com a lei ora ou outra terão de ser revistados, ninguém pode negar. E mais: as pessoas deveriam considerar isto como algo positivo (que demonstra a busca do Estado por foras-da-lei). Além disso, super válida também é a idéia de informar alguns direitos do cidadão neste momento, como o de só poder ser preso se em flagrante delito ou por determinação judicial.

Mas será que os policiais também sabem se comportar durante uma abordagem? Não seria necessária a confecção de cartilhas para aqueles que, por vezes, se distinguem dos foras-da-lei apenas pela farda que vestem? Ah, todo mundo ta careca de saber que, muitas vezes, a polícia abusa da população. Há gente honesta que tem mais medo de uma abordagem policial que de uma por bandidos. Não to defendendo os infratores da lei. Sei que o Brasil é o que é, no quesito violência, pela benevolência para com a criminalidade. Mas é que me revolta ver a nossa polícia, suja como pau de galinheiro, botando banca. Primeiro temos de limpar o nosso quarto, para em seguida limparmos a casa.

Então, sugiro a elaboração de uma cartilha direcionada aos “defensores-da-lei”. O título poderia ser, talvez, “Sou policial. E agora?” ou talvez “O cidadão tem direitos. E agora?”. Seria composto de 5 lições rápidas.

Lição número 1 – Palavras e expressões como “obrigado” “por favor” “com licença” e “boa noite” também fazem parte do seu vocabulário. Use-as;

Lição número 2 – Para pedir que se afaste as pernas ou se encoste a cabeça no muro, basta fazê-lo verbalmente. Não há necessidade que se quebrar as pernas ou a testa do abordado;

Lição número 3 – Filhos de juízes, coronéis, políticos e dos seus vizinhos da frente também podem cometer ilícitos. Tratem todos “iguais perante a lei” como a própria Constituição manda;

Lição número 4 – Aprenda o que é uma Constituição;

E, por fim,

Lição número 5 – Cada um paga seu próprio “cafezinho” de R$150,00. Experimente pedir sem creme. Fica bem mais em conta.

Desculpem-me aqueles que são ou têm parentes policiais que andam na linha. O intuito não é agredir ninguém. Mas sim de proteger a moral, a ética e os bons costumes que andam em falta nesse Brasilzão, onde as autoridades tripudiam sobre a desinformação e a impotência da população.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Depressive game.

Pára tudo.
Clima de inauguração aqui, e estava disposto a postar outra coisa só na semana que vem, ou seja, estava indisposto. Mas eis que surge algo que simplesmente não dá pra guardar só pra mim.

Estava eu a folhear uma resvista que em nada informa - a não ser o horário do seu seriado favorito ou do filme que você tanto esperou que passasse na telinha... Até que, nas derradeiras páginas, me deparo com a sugestão de um jogo aparentemente bobo. De pouquíssimos "mega pixels" de resolução, sons que se resumem a uma musiquinha angustiante e comandos simples (up,down,right,left), "PASSAGE" se dizia um jogo capaz de fazer o jogador se angustiar e, pasmem, até chorar.
Corri pra diante do computador e tratei de baixar o jogo. Joguei. Não cheguei a chorar, mas devo dar o braço a torcer que por ser tão simples, mas TÃO simples, o jogo emociona (angustia). Talvez eu esteja mais sentimental, mas acho que não. Você se vê na tela do seu computador. Não!! Joga sim, é muito legal. É rapidinho. Só 5 minutos. E pra baixar é 15 segundos (o jogo é bem pequeno).
Agora não falo mais sobre o jogo a nao ser onde você pode baixá-lo. Dou três dias aos que me lêem para jogar e pensar sobre cada ação do jogo. Ao quarto dia volto pra conversarmos sobre ele (não quero estragar a graça contando antes).


Recomendo muito. Tipo, 5 estrelas.

http://hcsoftware.sourceforge.net/passage/


Até a volta.

sexta-feira, 21 de março de 2008

"... e beijou-o."

Talvez eu não seja o mais apropriado para debater esse tipo de assunto - tampouco gosto ou acho pertinente fazê-lo, mas anualmente, quando nos aproximamos da semana santa (mais especificamente do “sábado de aleluia”), reflito sobre o significado de tudo o que aconteceu há quase 2000 anos atrás.

Corrijam-me se eu estiver errado, mas a Semana Santa representa a subida de Jesus Cristo (JC) ao Calvário, sua crucificação, morte e ressurreição. É também nesta semana que se encerra a Quaresma, os 40 (ou 47) dias de penitência, jejum e tal... Na quinta-feira Santa, celebra-se a instituição da eucaristia, quando Jesus celebrou a Ultima Ceia. A Sexta-Feira Santa representa o dia em que Jesus, ao sofrer humilhações e açoites horríveis faleceu pelos pecados da humanidade. No domingo, a Páscoa, todos nós, cristãos, celebramos a ressurreição dEle.

Então, recapitulemos: Quinta Feira Santa, Santa Ceia; Sexta Feira Santa, Morte; Domingo de Páscoa, Ressurreição. E o Sábado? O Sábado de Aleluia? Permitam-me criar uma hipótese.

Desde que o mundo é mundo, existe a necessidade humana de se encontrar um responsável para tudo quanto é coisa errada que acontece. Foi assim desde Adão e Eva onde esta foi a “culpada” pela expulsão de ambos do paraíso. E, por volta de 0033 d.C a POPULAÇÃO decidiu libertar Barrabás e matar o Filho de Deus. Mas, antes disso dois outros caras, mesmo sabendo da inexistência de crime que justificasse a crucificação, se omitiram e permitiram que tudo acontecesse. Então, em busca de alguém para que se jogasse toda a culpa do ocorrido criaram o Sábado de Aleluia e a sua PODRE tradição da malhação do Judas.

As crianças adoram. Enchem, penduram, apedrejam e queimam o boneco. É assim que as educamos: “deve-se apedrejar os que erram”. E ainda perguntam de onde nasce tanta violência nesse mundo, meu Deus. Além do mais me pergunto: “quem sou EU para apedrejar alguém?”. Não foi o próprio Cristo que nos ensinou não julgar quando protegeu Mª Madalena dos apedrejadores? Pecamos dia após dia, traindo a confiança de Deus. Não somos dignos de apedrejar ninguém, pois ao final do dia beijamos a face Dele ao adormecermos sem o mínimo remorso.

Outras perguntas que me faço: Ok, e se Judas não tivesse feito essa cagada com JC? E se ele tivesse sido fiel e não o tivesse cagoetado? Jesus teria fugido? Morrido de velhice num deserto qualquer? E os pecados do mundo? Quem teria morrido por nós? A (e)história seria outra? São duvidas que me levam à seguinte divagação: “não seria Iscariotes apenas um instrumento de Deus para que tudo culminasse no ocorrido?” Ora, Jesus sabia que Judas o trairia, porque não fugiu escondido dele? Aliás, porque então o escolheu para estar entre os 12? Talvez porque sabia de sua (JC) missão.

E da população que escolheu Barrabás ninguém fala nada. Pilatos...Herodes... Esses são bonzinhos?! Não sei. Não to defendendo nem acusando ninguém, apenas acho que um ínfimo pecador como eu (e nós) não tenho direito e nem moral para julgar e apedrejar ninguém. Então, neste Sábado de Aleluia apedrejarei a minha preguiça, o meu comodismo, a briga com meu irmão, os meus vícios, o meu desleixo religioso, enfim, apedrejarei os MEUS pecados ao invés de os dos outros.